Recentemente recebi uma visita indesejável, eram as abelhas da espécie Irapuá ( Trigona spinipes), é uma abelha social brasileira, da subfamília dos meliponíneos, de coloração negra reluzente, mede cerca de 5,0 a 6,5 mm. Não possui ferrão, nem dá picadas, quando muito se enrosca no cabelo das pessoas e isso acontece pois seu corpo está normalmente coberto por resinas de árvores como o pinus e o eucalipto.
O mel dessa abelha é às vezes tóxico e pode até matar, não se sabe ao certo o porquê da toxidade do mel da irapuá, mas essa abelha costuma pegar excremento para formar a parte externa do ninho. Seus ninhos são aéreos, de formato oval, apoiados em forquilhas de árvores ou em cupinzeiros abandonados. No ninho destaca-se a presença de uma consistente massa composta de materiais diversos, tais como: restos de casulos, abelhas mortas, excrementos e resinas.
Bem, a visita foi classificada de indesejável, porque essa espécie é agressiva, podendo atacar outras abelhas sem ferrão, fato que infelizmente já ocorreu aqui no meliponário. Elas tentam invadir a colméia em busca de alimento, e acabam brigando com as defensoras, o que ocasiona muitas mortes, inclusive a da própria colônia invadida, se essa for muito nova ou fraca.
A solução, adotada por muitos agricultores, é a destruição de alguns cortiços à noite, quando as abelhas não voam. A recomendação é do estudioso das abelhas brasileiras, Paulo Nogueira Neto. Ele explica que embora necessária, porque é uma grande polinizadora, a irapuá, causa muito prejuízo, porque perfura a base das flores ainda fechadas, em busca de néctar.
Enquanto eu eliminava as invasoras, as tiúbas também chegavam no local para entrar na briga!
Fonte:
http://nasasaneamento.com.br/content/view/125/82/
http://www.vivaterra.org.br/insetos.htm
Até a próxima...
Att,
Francisco Carlos Alencar
Meliponário alencar
São Luis - MA