quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cuidado com a Irapuá!

Caros abenautas,

Recentemente recebi uma visita indesejável, eram as abelhas da espécie Irapuá ( Trigona spinipes), é uma abelha social brasileira, da subfamília dos meliponíneos, de coloração negra reluzente, mede cerca de 5,0 a 6,5 mm. Não possui ferrão, nem dá picadas, quando muito se enrosca no cabelo das pessoas e isso acontece pois seu corpo está normalmente coberto por resinas de árvores como o pinus e o eucalipto.

O mel dessa abelha é às vezes tóxico e pode até matar, não se sabe ao certo o porquê da toxidade do mel da irapuá, mas essa abelha costuma pegar excremento para formar a parte externa do ninho. Seus ninhos são aéreos, de formato oval, apoiados em forquilhas de árvores ou em cupinzeiros abandonados. No ninho destaca-se a presença de uma consistente massa composta de materiais diversos, tais como: restos de casulos, abelhas mortas, excrementos e resinas.

Bem, a visita foi classificada de indesejável, porque essa espécie é agressiva, podendo atacar outras abelhas sem ferrão, fato que infelizmente já ocorreu aqui no meliponário. Elas tentam invadir a colméia em busca de alimento, e acabam brigando com as defensoras, o que ocasiona muitas mortes, inclusive a da própria colônia invadida, se essa for muito nova ou fraca.

A única solução para se livrar do incômodo, é eliminar os indivíduos que vão aparecendo, antes que possam retornar ao seu enxame e avisar a outras centenas de operárias da existência de um belo local para ser saqueado. O combate com veneno não é indicado, devido a existência das outras abelhas e também pelo fato de não matar a rainha que fica no ninho e continua produzindo novas operárias, milhares delas.

Além dos possíveis ataques a outras abelhas, elas ainda destroem botões florais de algumas plantas. Para fazer seus ninhos elas utilizam fibras de vegetais. Costuma ser um problema para os produtores de citros. Elas atacam flores e folhas novas até a casca do tronco da planta para retirar resina. Quando as plantas estão em flor o prejuízo é ainda maior, pois a irapuá faz um orifício nos botões florais prejudicando a frutificação. O crescimento das plantas também é retardado devido ao ataque destas abelhas. além dos citros atacam também bananeiras, jabuticabeiras, jaqueiras, mangueiras, pinheiro-do-paraná, entre outros.

No Estado de São Paulo, já é considerada como praga, pois há um ninho de abelhas irapuá a cada 500 metros, por isso é importante controlar a formação de ninhos nas proximidades.
A solução, adotada por muitos agricultores, é a destruição de alguns cortiços à noite, quando as abelhas não voam. A recomendação é do estudioso das abelhas brasileiras, Paulo Nogueira Neto. Ele explica que embora necessária, porque é uma grande polinizadora, a irapuá, causa muito prejuízo, porque perfura a base das flores ainda fechadas, em busca de néctar.


Enquanto eu eliminava as invasoras, as tiúbas também chegavam no local para entrar na briga!

Detalhe, essa abelha também é conhecida pelos nomes de: abelha-cahorro, abelha irapuã, arapica, arapu, arapuá, aripuá, axupé, caapuã, cabapuã, enrola-cabelo, guaxupé, irapuá, mel-de-cachorro, torce-cabelo, cupira e urapuca. Ufa!

Fonte:

http://nasasaneamento.com.br/content/view/125/82/

http://www.vivaterra.org.br/insetos.htm


Até a próxima...

Att,

Francisco Carlos Alencar
Meliponário alencar
São Luis - MA


 
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