sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Visitando Rosário e Morros

Graças a uns dias de folga, podemos fazer uma visita rápida até os municípios de Rosário e Morros para verificar como estão as colônias.

Em rosário temos algumas colônias em uma área ótima de mata nativa, onde existem muitas abelhas sem ferrão como as que flagramos nas fotos: uma jataí escondida entre as flores e a entrada da tataíra(vulgo caga fogo), ambas pertencentes ao grupo das triogonas.





A tataíra é bastante agressiva e tem esse apelido "simpático" porque ao se sentir ameaçada, ela segrega um líquido cáustico de suas mandíbulas, que causa queimaduras ao intruso.




Chegando em Morros os visitantes podem admirar uma pequena ilha no meio do rio realmente paradisíaca que inspira muita paz e tranquilidade.

Ao inspecionar os enxames, temos uma ideia do potencial que a florada do mirim ofere, essas colônias foram colocadas nesse local em meados de agosto, em outubro já haviamos extraído mel delas e agora em dezembro já estão com os potes cheios novamente.



O mel do mirim tem um sabor inigualável, é só levantar um pouco a tampa da caixa que o aroma se espalha pelo local, claro que toda florada e todo mel das abelhas sem ferrão tem um "q" especial, mas todo mundo tem as suas preferências e esse tipo de conclusão só pode ser tirada ao experimentá-lo.






É isso amigos, mais um pouco dessa experiência gratificante e extremamente prazerosa que é a meliponicultura!

Grande abraço para todos!

Francisco Alencar

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Meliponário Alencar - Unidade Morros

Olá abenautas!

O Meliponário Alencar foi até o município de Morros, cidade ribeirinha que fica a cerca de 100 Km de São Luis, próximo também de Barreirinhas e consequentemente dos famosos lençóis maranhenses, é uma região na qual existe uma competição bem saudável: Qual dos municípios apresenta as paisagens mais espetaculares?! Enfim é uma das mais lindas entre tantas outras opções de turismo do nosso estado .


Cachoeira do Arruda por Abraão do Vale:
Lençóis:
E nós fomos atrás do também famoso Mirim, que é uma vegetação típica dessa cidade e que as abelhas adoram! O mel produzido é muito apreciado, tem um sabor e aroma deliciosos, em breve teremos mel de mirim e pólen para comercialização. O local onde as colônias estão fica na propriedade do Sr. Edmilson, um homem simples e humilde, mas que reflete juntamente com a sua família todo o carisma e hospitalidade que não se vê nos centros urbanos.

Flor e fruto do Mirim:



Colônias Tiúba:

Sr. Edmilson e Joselias:
Dona Marinalva, esposa do Sr. Edmilson:

O amigo que já cuida do Apiário da nossa APECADI(Associção dos Pequenos Criadores de Abelhas da Ilha de São Luis), também é uma conhecedor da tiúba, mas sabe que hoje só existem alguns poucos enxames que ainda resistem à ação do homem e que é nossa obrigação preservá-las.
Apiário:

O Sr. Edmilson, assim como seu vizinho Sr. Francisco e moradores de outras comunidades a exemplo do Sr. Domingos da comunidade Buriti do Meio já participam há algum tempo da cadeia produtiva do mel de iniciativa da APECADI. Essa ideia tem por objetivo mudar a relação do meleiro com o meio ambiente através da capacitação e então transformá-lo em um parceiro, assim ele ganha de várias maneiras, tanto na qualidade do manejo e dos seus produtos como na manutenção da natureza, trazendo uma satisfação pessoal e profissional.

Joselias e Jomar:

Favo Mel de Apis:
Antes as atividades em relação as abelhas se resumiam na extração do mel na mata, sem maiores cuidados no trato com o produto e com o enxame, é claro que não podemos crucificar o homem do campo que age dessa maneira, pois como posso cobrar de alguém que não possui conhecimento e muito menos assistência?! Essa é só uma das poucas armas que nossos irmãos tem para lutar contra as mazelas que os rodeiam, é explorar o que as mãos alcançam para ter algum dinheiro.



Marimbondo de Chapeu:
Jataí:
É ai que entramos para mudar essa história! Com a exploração racional e sustentável, Edmilson e os outros parceiros serão beneficiados com assistência técnica e equipamentos adequados, assim terão conhecimento suficiente para repassar aos seus filhos, amigos, parentes e "aderentes".

Colônias Tiúba:

A equipe da APECADI nessa viagem foi formada por: Joselias; Francisco Alencar; Jomar; Moura e Aníbal.

APECADI - Associação dos pequenos Criadores de Abelhas da Ilha de São Luis
Endereço: Av. Oeste Externa, Qd. 3D, nº 42, Res. São Luis, Cidade Operária, São Luis/MA.

CEP: 65058-083
Contatos: (98) 32483974 / 3247 3985 / 9115 9945 / 8157 9898 / 9142 5884

Francisco Carlos Alencar
Meliponário Alencar
São Luis-MA

sábado, 14 de agosto de 2010

Lindas colônias no Miritíua!

Olá amigos!
Para vocês curtirem seguem algumas imagens das colônias que estão localizadas no sítio do amigo professor Paulino, um dos novos entusiastas da meliponicultura.

Essas colônias chegaram um tanto quanto fracas na sua nova "residência", mas com o acompanhamento e grande atenção na alimentação e demais cuidados do novo meliponicultor, elas passaram por uma transformação em alguns dias, apresentando grandes discos de cria e boa reserva de alimento.
O professor Paulino é um exemplo de admiração e amor pela natureza, no seu sítio está rodeado de inúmeras espécies de frutas e diversas criações como as de peixe, pato, galinha... um rol de espécies que agora conta com as abelhas sem ferrão, enfim um elo entre cidade e campo em um só lugar, no bairro do Miritíua.



É uma grande satisfação ampliar o número e a formação de novos meliponicultores que serão futuros defensores desses animais tão ameaçados. Além de ser um ótimo hobby é uma atividade com grande impacto social e ambiental, aproveito para parabenizar todos os companheiros meliponicultores e simpatizantes que contribuem para o sucesso dessa atividade.

Grande abraço para todos!

Francisco Carlos Alencar
Meliponário Alencar
São Luis - MA

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O desenvolvimento da meliponicultura no Maranhão!

Criadores de abelhas nativas vão ganhar centro de referência no Maranhão

(22/06/2010) Agência Sebrae / Foto: Ernesto de Souza


Os criadores de abelhas nativas sem ferrão do Maranhão devem ganhar em breve um centro de referência em meliponicultura. Os recursos para a construção virão de um convênio de cooperação financeira, a ser firmado no dia 30 de junho, entre a Fundação Banco do Brasil e a Cooperativa Agroecológica dos Meliponicultores da Baixada Maranhense (Coamel). Ao todo serão investidos R$ 342,18 mil.

O centro será construído na cidade de Peri-Mirim e terá três unidades: administrativa (composta pelos núcleos de capacitação, pesquisa e inteligência competitiva), extração de mel e beneficiamento (entreposto de mel). Em Mossoró, RN, já funciona um centro em moldes semelhantes.

Como resultado desse convênio, é possível que surja o primeiro entreposto brasileiro de mel de abelhas nativas registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, com Sistema de Inspeção Federal (SIF), o que possibilitará a venda para os mercados interno e externo. “A idéia da construção do centro de referência começou ainda durante as execuções dos projetos Melípona e Melípona Comercialização, no período de 2007/2009, sendo o convênio resultado dos esforços do Sebrae no Maranhão, Banco do Brasil e Fundação Banco do Brasil”, afirma a coordenadora dos trabalhos no Sebrae em Pinheiros, Dulcileide Salinas.

O centro em detalhes

Na unidade administrativa, o objetivo é disponibilizar aos meliponicultores cursos de capacitação nas áreas tecnológicas e gerenciais e, em parceria com órgãos governamentais, desenvolver pesquisas que propiciem a sustentabilidade e disseminação da meliponicultura, aumento da produção, produtividade e preservação do meio-ambiente.

Já na unidade de extração, a idéia é produzir mel e derivados de abelhas nativas em conformidade às exigências legais e mercadológicas. A unidade de beneficiamento ficará responsável por escoar a produção e seus derivados para os mercados internos e externos.

A Fundação Banco do Brasil, a partir de convênio de 15 meses, vai disponibilizar dois pesquisadores que irão desenvolver uma máquina que retira parte da água que compõe o mel.

Fonte:http://revistagloborural.globo.com/GloboRural/0,6993,EEC1711341-1485,00.html

Francisco Carlos Alencar

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Um novo lar no Maracanã

Boa noite amigos!

Nesta semana fomos até o glorioso Maracanã! Não, não é o nosso grandioso palco do futebol...Mas é o palco de uma belíssima área de mata nativa com uma rica vegetação admiradas pelos amantes da natureza.

O Maracanã é um bairro da zona rural de São Luis, famoso pela festa da juçara(açaí) que acontece no mês de outubro onde os visitantes podem se deliciar com pratos típicos principalmente é claro a base de juçara, além de apreciar as apresentações dos grupos folclóricos como o Boi de Maracanã.



No entato, como vocês podem imaginar a nossa visita teve como objetivo principal nossas abelhas sem ferrão. Levamos algumas colônias para um sítio no bairro citado para testar o potencial da área que parece muito promissora, o convite partiu do amigo André que é apicultor e agora um dos mais novos membros da meliponicultura.

No local já havia uma colônia de Tiúba em uma caixa cabocla que não era manejada a uns dois anos, fizemos a inspeção e as meninas estavam bem nervosas, foi tudo muito rápido porque havia algumas crianças ao redor e quem é criador sabe que mesmo sem ferrão as abelhas tem uma mandíbula forte, uma mordida não chega a incomodar um adulto, mas seria bem desagradável para uma criança.


Mesmo com pressa consegui tirar algumas fotos do interior da colméia que está muito bonita, com pelo menos seis discos de cria, os discos estão "amadurecendo" ou seja, estão ficando dourados o que significa que as abelinhas estão prestes a nascer e logo poderemos realizar um desdobramento dessa colônia que também está com bastante pólen e mel, mesmo nessa época de escassez de alimento.


As colônias levadas para o Maracanã irão dar um ânimo no treinamento dos futuros meliponicultores e um reforço genético para as futuras multiplicações da colônia já existente, além dos enxames naturais de tiúba que porventura existam na área esses infelizmente eu não vi, mas observei uma jataí visitando algumas flores e outra trigona que não soube identificar, além é claro da conhecida e nem sempre bem vinda irapuá. Na próxima visita iremos implantar algumas iscas pet na esperança de capturar algum enxame!



Valeu um abraço!!

Francisco Carlos Alencar
Meliponário Alencar
São Luis - MA

terça-feira, 1 de junho de 2010

O que é bom para as abelhas é ainda melhor para o homem!

PÓLEN COMBATE O ENVELHECIMENTO E AJUDA A RECUPERAR AS ENERGIAS


Edésio Santos é professor de educação física. Ele corre o tempo todo e, nas horas de folga, pratica exercício. De onde vem tanta energia? “Há 15 anos, eu acordo de manhã e a primeira coisa que eu faço é comer o meu pólen”, revela.

EXTRA: confira aqui a receita de biscoito de pólen e gengibre

Ainda em jejum, Edésio come uma colher de pólen puro, um poderoso suplemento alimentar. “Antes de tomar o pólen, parecia que as coisas eram mais pesadas. Eu até desempenhava bem os meus papeis, só que fazia como se fosse um fardo. Hoje, eu faço muito mais coisas do que eu fazia e as coisas são mais leves”, afirma o professor.

Mas que alimento é esse? É comida de abelha e se chama pólen apícola. “O pólen é a principal fonte protéica da abelha. O néctar é a fonte de carboidratos, o pólen é a fonte de proteínas, minerais e lipídeos. Sem ele, o enxame não se desenvolve. Em poucos dias, três, quatro dias, ele pode definhar e morrer”, explica Lídia Barreto, do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.

Depois de pousar de flor em flor e retirar o pólen, as abelhas voltam para a colmeia carregadas. Cada bolota, como dizem os especialistas, ou bolinha amarela presa à pata é o mais puro pólen.

A cada voo que uma abelha faz, ela volta à colmeia com duas bolotas de pólen. E elas são incansáveis, chegam a fazer 80 voos por dia. Quer dizer que cada abelha produz 160 bolotas de pólen.

Para coletar o pólen, os apicultores usam uma espécie de tela na entrada da colmeia. Os furos são tão estreitos que, para passar, as abelhas são obrigadas a derrubar os grãozinhos do lado de fora.

Mas nem todo pólen é coletado. Como a tela também tem furos maiores, dois terços da comida extraída das flores vão para dentro da colméia e se transformam no pão das abelhas. O pólen é mais uma evidência de que o que é bom para as abelhas, é excelente para a gente também.

“O pólen no nosso meio é conhecido como bifinho verde. E ele tem uma composição físico-química básica de proteínas similar a um bife, em torno de 20%. Ele tem lipídeos. Esse lipídeo é um lipídeo muito bom com propriedades antioxidantes. É uma gordura, mas uma gordura boa”, destaca Lídia Barreto, coordenadora do Centro de Estudos Apícolas da UNITAU.

E ele desperta cada vez mais a curiosidade dos pesquisadores. Em um laboratório da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo, as pesquisas com pólen mostraram que ele pode ajudar a combater as doenças do envelhecimento.

“Comprovamos, na verdade, que ele tem as três vitaminas antioxidantes, beta caroteno como a pró-vitamina A, a vitamina C e a vitamina E, que são as três antioxidantes”, afirma a farmacêutica bioquímica Lígia Muradian, da USP.

O pólen também é rico em vitaminas do complexo B, que ajudam, por exemplo, no funcionamento do sistema nervoso central, na prevenção e tratamento de cataratas. O grãozinho surpreende.

“Para se ter ideia, as quantidades que foram encontradas de vitamina B1 podem ser associadas às quantidades que se encontra dessa vitamina nas carnes de porco, por exemplo. As quantidades de vitamina B2 que nós encontramos eram superiores às quantidades que se encontra no leite”, explica a química Vanilda Soares de Arruda.

“Acredito que ele deve ser encarado como alimento, um alimento que tem efeito preventivo contra algumas doenças”, ressalta a nutricionista Ilana Pereira de Melo.

A repórter Mônica Teixeira experimenta o pólen na cozinha do laboratório da USP e aprova. “Tem um gosto como se eu tivesse comendo um cereal matinal. É bem crocante. Não parece com mel, mas dá para comer puro sem o menor problema”, comenta.

A recomendação é ingerir 5 gramas por dia, o equivalente a uma colher de sopa, mas ele não precisa ser puro. O pólen está sendo testado como ingrediente na culinária. E já existem maneiras bem mais saborosas de garantir a dose diária desse alimento.

Fonte:http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2010/05/polen-combate-o-envelhecimento-e-ajuda-recuperar-energias.html

Francisco Carlos Alencar

 
© 2009 Meliponário Alencar. All Rights Reserved | Powered by Blogger
Design by psdvibe | Bloggerized By LawnyDesignz Distribuído por Templates