Encontrei essa matéria da revista Globo Rural sobre o Ezequiel de Macedo, um exemplo para a meliponicultura, aproveitem!
Dezoito de maio é data dourada para Ezequiel de Macedo, um dos m
ais respeitados meliponicultores do país, nascido em Caicó, no Rio Grande do Norte, mas aninhado desde menino em Jardim do Seridó, no sul do estado. Todo ano, neste dia, mune-se de garfo, faca e peneira de ouro maciço (18 quilates), abre o portão de acesso ao meliponário central com chave também feita de ouro e começa a colher mel, repetindo ritual iniciado em 1994, quando constatou que poderia viver da criação de abelhas nativas, sua paixão. O ouro, atestam amigos e parentes, não significa ostentação. É sinal de respeito. É um modo peculiar de agradecer às abelhas, especialmente à jandaíra (Melipona subnitida), pela produção. 'Ela é de ouro', afirma Ezequiel, referindo-se às características da espécie, cujo mel, apreciado pelas populações nordestinas pelo sabor, qualidades medicinais e valor pecuniário, tem a mesma cor do metal.

A simbologia (ele abre

Abelhas do sertão
As abelhas nunca foram exploradas racionalmente no Nordeste. Os sertanejos limitavam-se à coleta, destroçando as colmeias e queimando árvores onde se aninhavam. Quando muito, colocavam-nas em cabaças ou madeira ocada e as levavam para perto de suas moradias, para aproveitamento posterior. 'Ninguém atinava para a possibilidade de ganhar dinheiro com espécies nativas', rememora. O próprio Ezequiel vacilou em anos de seca brava, ocasiões em que a produção de mel é tão pequena que não compensa extraí-lo. 'Nessas condições, o melhor a fazer é deixá-lo como reserva para nutrir o enxame em dias de penúria', ensina. Quando o inverno (época das chuvas) é bom, a 'safra' vai de abril a julho, estendendo-se eventualmente até agosto, dependendo da umidade e floração. Em abril de 1994, por exemplo, ele quase desistiu, embora tivesse 80 colmeias em condições de produção. Sopesou algumas delas para avaliar o conteúdo e sentiu-as leves. Vazias. Furou potes, e nada. Voltou desanimado em 18 de maio mas, para sua surpresa, os potes estavam cheios. Gordos. Ele colheu até 20 de setembro, época habitualmente seca. Naquele ano, choveu bastante. A caatinga, vegetação geralmente espinhenta, arbustiva e rala, dominada por cardeiros, xique-xique e outras cactáceas, esverdejou e permaneceu florida durante meses. Neste ano choveu menos mas mesmo assim colheu quase dois mil litros.

É abenautas... ótimos passos para serem seguidos, passando pelo caminho da preservação ambiental até chegar ao "caminho de ouro" é isso ai! Grande abraço.
Fonte: http://revistagloborural.globo.com/EditoraGlobo/componentes/article/edg_article_print/1,3916,355204-1641-1,00.html
Francisco Carlos Alencar
Meliponário Alencar
São Luis - MA